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  • Ipê Amarelo Ateliê

Arte como recurso terapêutico


"Se você está cansada, desenhe flores.

Se estiver brava, desenhe linhas.

Se alguma coisa estiver doendo, comece a esculpir (use sabonetes, velas, argila, madeira… o que tiver ao alcance)

Se você está entediada, comece a colorir uma folha de papel.

Se estiver triste, pinte um arco-íris.

Se você tem medo, aprenda a fazer o ponto macramê (aqueles aparecidos com tranças que usam para fazer pulseiras de fios)

Se estiver angustiada, faça uma boneca de pano (a mão mesmo com o material que tiver em casa).

Se estiver indignada, rasgue uma folha de papel em pedacinhos.

Se estiver preocupada, comece a fazer origami (aquelas dobraduras de papel, barquinhos, aviões, sapinhos…)

Se estiver tensa, desenhe figuras geométricas diferentes.

Se você precisa lembrar alguma coisa, desenhe labirintos.

Se estiver decepcionada com alguém, faça a réplica de uma pintura.

Se estiver desesperada, desenhe saídas, estradas, portas, ruas.

Se você precisa entender alguma coisa, desenhe mandalas (se achar complexo, desenhe uma margarida e depois vai repetindo as pétalas em torno dela e pinte-as coloridas)

Se você precisa renovar as energias, desenhe paisagens.

Se quiser entender os seus sentimentos, faça um autorretrato.

Se for importante conhecer o seu estado de espírito, desenhe manchas coloridas como num desenho cego (aqueles que fechamos os olhos e rabiscamos o papel em círculos sem tirar o lápis do lugar).

Se você precisa organizar os seus pensamentos, desenhe círculos e quadrados.

Se quiser entender os seus desejos, faça uma colagem com figuras de revistas, letras, tecidos…

Se você quer se concentrar nos seus pensamentos, desenhe pontos, alvos, miras.

Para encontrar a melhor solução para uma situação, desenhe ondas e círculos.

Se estiver sem forças para sair da situação, mas precisa seguir em frente, desenhe espirais.

Se você quer se concentrar em uma meta, coloque a sua meta no papel e cole-a no espelho."


Por: Victoria Nazarevich

 

Victoria é uma grande arteterapeuta e nos apresenta uma série de possibilidades e materiais que colaboram com a expressão e consequentemente, o contato com nossas temáticas psicológicas e emocionais.

Nosso desenvolvimento se concretiza de forma absolutamente subjetiva. Cada caminho tem sua configuração que lhe é própria, cada trajetória é singular.

Com nosso processo de análise e elaboração do material psicológico que acessamos, não seria diferente. Por isso, explore seus caminhos e sua experiência à sua maneira.

Encontre os seus próprios materiais, significados e símbolos. A maior riqueza desse processo se configura na singularidade de cada fenômeno, cada experiência será única em sua forma e conteúdo. E por isso essa experiência é tão especial para nossa ampliação de consciência.

Não se preocupe com o que reconhecemos como qualidade estética, essa preocupação tende a limitar e restringir nossa experiência.

Crie novas formas, novos caminhos, expresse sua forma de olhar para o mundo e o que você vê. Viva com toda a liberdade que lhe for possível, de vida às suas emoções.